Falhas GRC: como a ausência de controle derrubou o Will Bank

Quando o crescimento mascara a fragilidade
Nos primeiros anos, o Will Bank parecia ter encontrado a fórmula ideal: inclusão financeira com escala digital. A marca cresceu entre as classes menos bancarizadas, atraindo investimentos robustos e atingindo milhões de clientes. Porém, por trás dos resultados expressivos, estruturas críticas de governança, risco e compliance (GRC) seguiam frágeis, desatualizadas e desconectadas do crescimento.
Em negócios regulados, como o setor financeiro, expandir sem maturidade em GRC é caminhar sobre uma linha tênue, onde o menor desvio pode escalar para um colapso sistêmico. E foi exatamente isso que ocorreu. A ausência de um framework de controle proporcional à complexidade operacional fez com que riscos ignorados se transformassem em danos reais.
A virada de risco: a aquisição pelo Banco Master
Quando o Banco Master assumiu o controle do Will Bank, em 2024, o mercado interpretou o movimento como uma consolidação estratégica. Na prática, o que ocorreu foi a transferência de fragilidades. A dependência de um controlador financeiramente instável tornou-se o elo mais fraco de uma corrente já tensionada.
Sem mecanismos eficientes de gestão de riscos e resposta a eventos críticos, o Will Bank não resistiu à deterioração do grupo controlador. Em novembro de 2025, com a liquidação extrajudicial do Banco Master, o Will entrou em colapso operacional: bloqueio no sistema de pagamentos, quebra de contratos e impacto direto sobre mais de R$ 7 bilhões em passivos. Um abalo que extrapolou os muros da empresa e atingiu a integridade do próprio ecossistema financeiro.
Falhas GRC geram riscos que se propagam
Falhas de GRC não ficam limitadas aos controles internos. Elas geram desconfiança, sobrecarregam órgãos garantidores e pressionam todo o setor regulado. Quando uma empresa não consegue garantir sua continuidade diante de uma crise, não é apenas uma questão de compliance, é uma questão de sustentabilidade sistêmica.
O caso Will Bank serve como alerta para empresas que tratam GRC como obrigação documental ou como um item de checklist regulatório. Governança real exige integração entre áreas, dados, decisões e controles. Exige visão preditiva e automação. Exige um novo patamar de inteligência operacional.
Tecnologia não é suporte, é alavanca
A tecnologia, nesse contexto, precisa ser mais do que um suporte administrativo. Ferramentas como o Oráculo da Vennx eliminam permissões indevidas, corrigem falhas automaticamente e garantem visibilidade total sobre riscos em tempo real. Com isso, GRC deixa de ser um passivo burocrático e passa a ser um ativo estratégico.
Organizações resilientes são aquelas que monitoram, ajustam e aprendem continuamente. São aquelas que tratam o dado como fonte de decisão, e não como registro histórico. E que constroem sua escalabilidade com base em controle, previsibilidade e governança aplicada desde o dia zero.
Conclusão: sem GRC, o crescimento é insustentável
O colapso do Will Bank não foi um acidente. Foi a consequência natural de uma estrutura que cresceu mais rápido do que sua capacidade de se proteger. Governança não pode ser construída quando a crise já começou. Ela precisa estar na fundação do negócio.
Sua empresa está pronta para suportar um cenário adverso? Ou ainda depende de fluxos manuais, processos fragmentados e dados que não conversam entre si?
A Vennx entrega soluções reais, com inteligência aplicada, automação e visão estratégica para tornar GRC o motor da sua escalabilidade, não o gargalo.
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