A ameaça silenciosa que custa US$ 8,3 bilhões ao mercado global

Em 2020, a SolarWinds foi hackeada. Não por ataque direto, mas por meio de um fornecedor. O resultado? 18.000 empresas comprometidas, incluindo agências do governo americano. Prejuízo estimado: bilhões de dólares.
Você controla seus sistemas internos. Mas e os 47 fornecedores que têm acesso aos seus dados? E os terceirizados desses fornecedores?
Riscos de terceiros são a ameaça que ninguém vê. Até que seja tarde demais.
O problema que cresce silenciosamente
Sua empresa gerencia, em média, 400 a 1.200 fornecedores terceiros. Cada um representa um ponto de entrada potencial para riscos financeiros, operacionais, de compliance e reputacionais.
Pesquisa da EY com mais de 1.000 organizações globais revelou que 57% estão centralizando a gestão de TPRM (Third-Party Risk Management) justamente porque processos manuais não conseguem acompanhar a complexidade atual.
E o mercado está pagando caro por isso: US$ 8,3 bilhões em perdas anuais relacionadas a falhas em gestão de riscos de terceiros, segundo dados de 2024.
Os riscos não são apenas de cibersegurança. São também:
- Financeiros: fornecedor entra em falência e paralisa sua operação.
- Operacionais: atraso em entregas críticas compromete seu cronograma.
- ESG: fornecedor de segundo nível usa trabalho análogo à escravidão, mas é sua marca que está na manchete.
- Regulatórios: terceiro não cumpre LGPD/GDPR e seu negócio responde perante o regulador.
A matemática não fecha
Aqui está o problema estrutural: sua equipe de compliance revisa contratos e auditorias trimestralmente. Enquanto isso, fornecedores mudam de status diariamente.
Uma empresa pode estar financeiramente saudável na segunda-feira e em recuperação judicial na sexta. Um parceiro pode ter certificação ISO válida e, três meses depois, sofrer um data breach que compromete toda a cadeia.
Gestão manual de riscos de terceiros não é apenas ineficiente, é matematicamente impossível em escala.
O que as empresas líderes estão fazendo
Organizações de ponta entenderam que TPRM eficaz exige três pilares:
- Continuous Monitoring: monitoramento em tempo real de mudanças materiais em fornecedores críticos (financeiras, reputacionais, regulatórias).
- Risk Scoring Automatizado: IA que avalia e pontua riscos baseada em múltiplas dimensões, não apenas em questionários preenchidos uma vez por ano.
- Inteligência Preditiva: detecção de sinais de alerta antes que riscos se materializem, não somente como resposta a crises já instaladas.
Um grande fabricante global implementou essa abordagem e reduziu o tempo de due diligence de fornecedores de semanas para dias.
O resultado? Economia operacional significativa + conformidade aprimorada + capacidade de escalar o programa sem aumentar headcount.
A janela está fechando
Regulações como DORA (Digital Operational Resilience Act) na Europa e guidelines do NYDFS nos EUA já exigem gestão rigorosa de riscos de terceiros. Multas por não-conformidade podem chegar a milhões.
Mas o custo real não é a multa. É a interrupção de negócios, o dano reputacional, a perda de contratos. É descobrir, tarde demais, que um fornecedor de segundo nível comprometeu toda a sua operação.
Terceiros são extensões do seu negócio. Riscos deles são riscos seus.
Se você ainda gerencia isso em planilhas e revisões trimestrais totalmente manuais, não está apenas atrasado. Está exposto.
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